quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O castigo



A cada hora passada
Meu peito se aperta
e entendo o significado

Sua ausencia me corroi
e me redime
das maldades praticadas contra ti

O tempo prossegue
a agonia aumenta
e as lagrimas vertem

Eu suplico
mesmo sabendo que nao me escutas
rastejo
mesmo sentindo que nao me vês

E quando chego ao limite
sinto sua misericordia
meu amor e meu suplicio










O Pós

Era preciso levantar, o relógio estava chamando .
O relogio avisava as horas
Não conseguia me mover, estava tão dolorida que, erguer o braço era como erguer uma bigorna.
Tentei em vao me mover e fui paralisada pela dor e pelas lembAdicionar imagemranças que chegaram com ela.
Desejei sua presença, que tocasse meu corpinho dolorido, e marcado, as marcas das quais imagino que se sinta orgulhoso por ter causado, imaginei o crescimento da dor e como suas mãos pesariam toneladas sobre mim.
Senti prazer mesmo nesta reminiscencia.
Não sei por quanto tempo ainda permaneci neste estado, ate que me vi obrigada a rastejar para fora da cama.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Dual Core


Parte da carne que me atrai, toma-me os afetos, afunda-me no mar da perdição. Há dor que soa como afago!
Que meu corpo sofra enquanto minha mente luta para estar em paz.
Meu maior pesar é não ter amor nestas coisas, cada dia mais longe do que procuro.


Não sei o que estou fazendo!


A mão que me afaga é a mesma que ajuda no suicídio, tenho medo de sofrer mas é com certo prazer que sofro. Sinto me perder quando o que quero é afeto.
Pecado? Sim. Mas gosto da virilidade masculina, do corpo que é diferente do meu!
E que fabula é isso quando perco o controle de mim sentindo seu pulso, como gosto de agrada lo quando a consciência me escapa.


Não sou poetiza!
Mas eis o que sinto:
Dualidade!


O glorioso e o mordaz misturados comprimidos dentro de mim.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Grave





O sol estava alto no céu


A terra recém removida,


Cheira à chuva da noite passada


Visão que não pode ser compreendida!


O que irá existir depois da qui?


Minha alma olha me com duvida


Faço o que deve ser feito

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Desejos

Já passei a noite inquieta me revirando de desejo, tendo meus devaneios lascivos, sonhando com nossa ardência; desejando mais e mais...
Pensando em como te pedir por isso mesmo quando acho que nao devo pedir.
Quero ser sua!
Quero estar perdida nos teus braços, sentindo sua rigidez (você sabe o quanto aprecio estas coisas)
Quero mergulhar a cabeça em seu peito, sentir seus afagos, saber que você me deseja também; permitir que me toque, me possua, me tome.
Quero rir e dizer: _ Não me importo que seja hormonio!
Me sinto tão má, pensando estas coisas, uma criança má que acaba de nascer.
E você?
Há você é o doce mestre sombrio, envolto em uma atmosfera da qual não consigo fugir.
Parte da carne que me atrai, quero possui lo tambem, quero ve lo servido até se fartar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Conhecimento Hoministico

Como sintetizar o que tenho encontrado depois das recentes experiências com meu geköpft, um mundo de correntes e grilhões, que me assustam mas não magoam, aqui não há criaturas de mármore sobre o altar; posso ser humana, fraquejar, ser forte e dedicar-me.

Todas estas coisas são novas e antigas, não sou uma criança deslumbrada, pelo menos não quero parecer uma, eu já conhecia isso, sei o que é ser solicita de um homem.

Vaguei por um deserto de desolação e magoa; estava triste quando nos encontramos pela primeira vez, em meu medo e dor fui cruel com aquele que desejou e mostrou me a verdade, senti sua ira e Fuji.

Experimentei a reclusão, a devoção ao amor supremo, e o divino disse : “_ Não é bom que o homem esteja só dar lhe ei uma ajuda adequada.” Refleti nestas palavras e voltei para casa teimando em permanecer só, estive só até beirar o desespero; e em um engano feliz ele me ligou , e não consegui mais me afastar...


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sr. Persona


Sr persona o que trazes pra mim?
Trazes poesias ou pesares sem fim?
Meu amigo, meu querido
Que a tanto não vejo
Que as vezes desejo e que olha por mim

Sr pesona o que trazes pra mim?
Trazes liberdade ou libertinagem em fim?
Espectro noturno, meio mestre profundo
que me toma para si

As vezes recordo
Por hora me esqueço de todo o começo
Como chegastes aqui
E indago me inquieta
Fostes tu ou eu ?
Quem me enlaçou neste abismo sem fim?

Haa, meu caro
Meu querido senhor persona
O que trazes pra mim?