sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Enfado

Nada no mundo é mais cansativo que a incerteza
E que a necessidade de argumentação freqüente
Estou enfada dessa relação
É triste
Fui vencida pelo cansaço
Boa Sorte meu Querido

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sayonara


Quando percebemos que gotamos de alguém?
Sempre será ao dizer adeus
Se mesmo depois de todas as coisas
Ainda for capaz de sentir uma lagrima
É que todo o mal foi suprido por um bem maior

E é assim a imagem que quero carregar
Dessa relação magica
Que ora fez me a mais feliz
Ora a mais apriensiva de todas
Por que fazia todas as aprienções terminarem com um sorriso

Então é assim que vamos ficar
Eu nunca desejei feri lo
O que desejo profundamente
É que encontre alguem que goste de ti
E que o sentimento seja reciproco

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Como sempre



Cá estou eu de novo
As suas coisas revirar
por que meu core tanto pulsa
por quem nao devia pulsar?

Faço coisas que não devo
Estou no escuro a te espreitar
Digo que não
Mas sempre quero saber aonde estás

Das coisas que escrevestes
Já li, reli
E meu lugar ja sei de cor
Apenas como os outros
Contentar-me-ei em admirar.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

inocence

Em um dia não muito bom
nos encontramos, e eu pensei
que seria verdadeiro
ironicamente eu pensei

não pode ser mentira
não quando tantos afirmam a mesma coisa
não vou mais jogar os livros
eles nao tem culpa

a culpa é da minha igenuidade
se é que posso chamar me assim
as coisas acabam
quando tem que acabar

não se salva
quem não quer ser salvo
e eu nem durmo de tanto pensar
o que eu vou fazer com você.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Penumbra

Cheguei com a penumbra
E o alemão rouco em meu ouvido
Mit dir bin ich auch allein
nao eram minhas as palavras
mas era o que eu queria dizer

a furia chegou junto
comigo, com a penumbra e com o alemão
bradei as palavras
que ninguem mais entenderia

Derrubei os livros da estante
tirei as roupas do armario
joguei o que havia sobre a cama no chao
e me acalmei devagar

a primeira noite em muito tempo sem ligar o parsocon
procurei o telefone naquela bagunça
liguei para o desaforo
e depois para o consolo

chorei até ficar com dó de mim
e adormeci quase em paz.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

For Halloween final

OUIJA
O Tabuleiro Ouija ou Tábua Ouija é qualquer superfície plana com letras, números ou outros símbolos em que se coloca um indicador móvel, utilizada supostamente para comunicação com espíritos. Os participantes colocam os dedos sobre o indicador que então se move pelo tabuleiro para responder perguntas e enviar mensagens. Na verdade, há um jogo de tabuleiro registrado no Departamento de Comércio estadounidense com o nome de Ouija, mas a designação passou a servir a qualquer tabuleiro que se utiliza da mesma idéia.

No Brasil, há uma variante conhecida como a brincadeira do copo ou o jogo do copo, em que um copo faz as vezes do indicador para as respostas. Existem também apoios para a utilização de lápis durante as sessões.

Coloquei este depoimento porque o achei divertido, especialmente pelo amigo Ashtaroth, imaginei se os espiritos conheciam a Blizard...

Terça-feira 27/06/2006 4:30:51pm
tHaLeSmAcK, 15 anos

Faz uns 20 dias que eu imprimi um tabuleiro Ouija que tinha no Google...
Pois eu não encontrava um para comprar.
Eu axava que o copo encima e folhas de papel era ruim pros espíritos se comunicarem.
Mas quando eu resolvi tentar, é claro, perguntei se havia alguém lá e tudo mais...
O bizarro foi que eu não estava ainda com o dedo SOBRE o copo, ele simplesmente foi, e eu fiquei com medo de deixar ele ir sozinho e coloquei o dedo quando ele estva em movimento.
Demorou mais ou menos 3 minutos, e ele então chegou ao SIM.
Eu fiquei nervoso.
Não sabia o que fazia.
Daí eu perguntei quem era e o dito cujo respondeu Marilius num sei das quantas...
Ele disse que vinha acompahado de Ashtaroth...
Bom, eu não sei quem é Ashtaroth, mas enfim... Eu perguntei várias coisas bobas, como quando ele morreu, se ele gostou de falar comigo, eu até achei ele simpáticozinho, conversei bastante, foi como se eu o conhecesse à muito tempo e estivesse reencontrando ele.
Nossa, a pior parte não é essa.
Na hora que eu devia sair pra uma festa, eu perguntei se podia sair, mas nada do cara deixar eu sair.
Eu perguntava porque, e ele dizia que queria conversar mais.
Daí eu falei:
Mas eu tenho uma festa pra ir!
E ele respondia:
Tá, mas ainda faltam 45 minutos.
E eu olhava pro relógio e realmente faltava 45 minutos.
Eu fiquei 15 minutos anotando tudo que ele dizia num bloquinho de papel.
Foram os 15 miutos mais longos e aterrorizantes que já passei.
Ele falava que se eu tirasse o dedo dali, eu não ia nem ter tempo de respirar... E que eu iria me arrepender se fizesse isso.
Resultado: Eu cheguei atrasadérrimo na festa... =/

Mas isso aí é fichinha perto do que acontece até hoje.
Eu ainda tenho uns sonhos onde eu estou brincando da brincadeira do copo, daí vem uma luz vermelha da janela, eu boto a cabeça pra fora e me vejo todo espatifado no chão, lá de baixo.



Quer brincar?

sábado, 23 de outubro de 2010

For Halloween 2


O Holandês Voador

Fokke o capitão, que comandava o navio, sempre fora um homem rude e perverso.Que castigava impiedosamente seus marinheiros.

Em uma de suas viagens, ao dobrar o Cabo Horn , uma tempestade o impedia de prosseguir, muitos o advertiram e tentaram impedir de prosseguir viajem.
Muitos foram os argumentos mas o capitão afirmava que prosseguiria a todo custo.
A ordem de navegar foi dada com firmeza e os marinheiros, retornaram ao trabalho.

O capitão de um dos navios vizinhos, perguntou espantado:
_ Vais partir?
_ Estou partindo! Vociferou o capitão a todo pulmão.
_ Não ouves os sinos?
_ Estou Partindo!
_ E não ouve o furacão?!
_ Estou partindo, vociferou novamente.

O outro capitão então disse com um certo pesar :
_ Lamentarás por isso homem e não verás nenhum porto.

_ não verei mais nenhum porto! Fokke gargalhou com a arrogancia estampada em si.
Não tente me intimidar, ainda que tivesse que velejar para sempre. Estou partindo!

Havia um silencio mortal no convés, os marinheiros nao cantavam nem murmuravam coisa alguma,estavam todos ajoelhados no convés so se ouvia o sibilar da tempestade no cordame, o trepidar das velas e os sinos da igreja, na proa do navio havia um anjo, o Capitão vociferou desta vez contra os céus e ordenou que o anjo deixasse o navio, não sendo obecido, disparou sua pistola contra o anjo, a bala ricocheteou e atingiu o braço do capitão, quando o anjo em fim desapareceu.
Silenciosamente eles recolheram a âncora, e esperaram pela voz de comando do capitão. Porém, não veio nenhum comando. O capitão estava de pé na ponte e não se movia mais. Ele olhou para o propio reflexo nas aguas. Os marinheiros também não se moveram.
A tempestade assobiou pelo cordame, os sinos tocaram... e as velas ondularam... contra o vento! As pessoas que estavam no cais ficaram inquietas. Algo que ninguém podia compreender havia aconteacido. As velas do navio se inflaram, e o navio atirou-se contra o vento do porto. O capitão não se moveu. Nem os marinheiros. Mas, como aquilo era possível? Era um milagre? Os sinos repicavam. E, não obstante, o navio arrancava?
Aquela só podia ser a viagem dos mortos. Era um sacrilégio!
Fez-se silêncio no cais. Os sinos tocaram, a tempestade gritou. O navio atirou-se contra o mar. Um grande pássaro preto voou em torno do mastro.
Mas o que estava acontecendo? Era como se as velas ardessem ao sol.
E não havia nenhum sol! Teria o navio pegado fogo? Mas, não havia nenhuma chama e nenhuma fumaça! Entretanto, as velas cintilavam sangue-vermelho, enquanto a carcaça do navio se enegrecia.
Parecia um navio fantasma. Deus o havia condenado. Então, o povo tremeu e todos correram em direção à igreja para rezar. O navio não foi visto mais em nenhum porto. Nem a companhia de navios, nem os familiares dos marinheiros receberam qualquer mensagem, e todos assumiram que o navio havia se partido em dois.

Porém, depois de muitos anos, aconteceu que um navio velejava pacificamente, perto do Cabo , quando, de repente, um outro navio emergiu a sua frente, com suas velas cintilantes de sangue e a carcaça tingida de preto. O velho marinheiro que o viu primeiro ficou arrepiado e gritou ruidosamente ao navio que se dirigia contra o vento. Seu grito de nada valeu! Não havia nenhuma alma viva a bordo. Somente um grande pássaro preto voava ao redor do mastro.
O marinho se dirigiu aos demais tripulantes da embarcação dizendo , ter visto um navio fantasma, mas ninguem o acreditou o comandante apenas ordenou que todos retornassem a seus postos. no dia seguinte, uma tempestade de vento lançou o navio contra as pedras, onde ele se partiu em dois. O marinheiro velho que tinha visto o navio fantasma foi o único que ficou vivo em terra, e foi o primeiro a contar sobre o "holandês voador".

Na noite do dia 11 de julho de 1881, perto da Costa de Melbourne na Austrália, os vigias do castelo de proa do HMS Inconstant anunciaram a aproximação de um barco a bombordo. Todos os 13 tripulantes, dentre eles os Oficiais foram até às amuradas para ver o recém-chegado. De acordo com os diários de bordo de dois aspirantes reais que estavam a bordo, o príncipe George (depois Rei George V) da Inglaterra e seu irmão, príncipe Albert Victor, emanava do barco uma "estranha luminosidade vermelha como a de um navio fantasma todo iluminado". Seus "mastros, vergas e velas sobressaíam nitidamente". Todavia, instantes depois, "não havia nenhum vestígio de algum barco de verdade".As testemunhas achavam que haviam visto o Holandês Voador, os marinheiros dizem que um encontro com o Holandês Voador é um prenúncio de desastre.
Os diários dos membros da família real registram que mais tarde, naquela mesma manhã, um desventurado vigia caiu da trave do mastro principal e ficou "inteiramente despedaçado". E, ao chegar ao porto de destino, o Almirante do barco foi acometido de uma doença fatal. Mera coincidência ou será a Maldição do Holandês Voador?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

For Hallowee 1


Sim

Autor: Fernando Ferric


Na rua deserta e umedecida pela fina garoa que caía, caminhava a passos largos o homem franzino conhecido como T. Sua pressa tinha um único motivo, não queria perder de forma alguma o jogo do Knicks, torcedor fanático que era. Fez o serviço com a destreza habitual já conhecida por seus clientes que o contratavam a peso de ouro, pagamento adiantado como de praxe, problema algum para quem escolhia um homem com tanto respeito no submundo.

No caminho gabava-se de quão bom era, a encomenda fora mais fácil que pensava. Não havia motivo para tanta preparação para apagar Andy Baley, um burguesinho de merda metido em dívida de drogas. É claro que a coleta que tinha com as prostitutas de luxo facilitava, conseguia informações valiosas, e suas vítimas eram pegas por seguir sempre o mesmo roteiro: jogar nos cassinos, se entupir de drogas e depois trepar com algumas garotas em um hotel qualquer. Riu, ao lembrar-se do idiota se borrando todo, com a 45 enfiada até o talo na garganta. E a arma ainda quente, lhe aquecia confortavelmente a perna.

Ao quebrar o primeiro quarteirão, deparou-se com alguns mendigos amontoados no beco, tentando vencer o frio com uma pequena fogueira. Passou sem ser molestado, o povo da rua conhece o perigo de longe, fareja a morte iminente como um cão ao seu alimento.

Mas antes que pudesse deixar para trás o cheiro fétido e nauseante do local, teve seu braço segurado. Os dedos coçaram para sacar sua arma, mas se conteve e apenas com um movimento brusco puxou aquele que o abordara ao encontro dos punhos.

Seus músculos relaxaram ao ver que era apenas uma velha, imunda e maltrapilha.

- Não tem esmola hoje!

- Na-Não quero esmolas moço. – disse a mulher pressionada no paredão gelado. – Quero apenas lhe dar um recado que o vento me trás.

Ele riu. – Velha louca! Então conversa com o vento? Não seja tola! Hoje poderia ter sido seu último dia de vida.

- Apenas escute a mensagem, moço.

- Além de louca é burra? Não vê que ainda respira por pura benevolência minha? Tua sorte é que hoje estou sem tempo. Vá! Volte para o esgoto de onde veio. – disse ele batendo a cabeça dela contra a parede.

A mulher, atordoada, saiu do caminho, mas antes que ele sumisse de vista, gritou:

- Sim! Sim!

A vontade dele era voltar e descarregar sua arma na cabeça da maldita mulher. Mas já era tarde e não podia perder o jogo. Seguiu para o metrô, que naquela altura estava completamente vazio. Sentou-se confortavelmente encostado na janela, duas estações e estaria enfim a poucos metros do bar onde freqüentava. Na parada da primeira estação entrou uma criança e sentou-se ao seu lado, T. estranhou ao ver o menino, o qual julgou ter no máximo dez anos, sozinho.

- Garoto, não está fugindo de casa, está?

O menino, branco como leite e trajado com um terno mal costurado, sequer olhou para ele.

- Muito bem! Sua mãe deve ter lhe ensinado para não dar conversa a estranhos.

Notando que o garoto não estava mesmo querendo papo, ou sofria de algum problema auditivo, virou-se para a janela. Sentiu um calafrio lhe percorrer a espinha, ao perceber que não havia no reflexo do vidro o pequeno companheiro de assento. Virou-se novamente para o menino e este com os olhos negros como a noite, berrou de forma descomunal.

- SIMMMMMMMMMMMMMMMMMMM!

Quase saltou do banco, e praguejou ao ver que estava sozinho no vagão. - Mas o menino, o menino... Foi tão real. Só podia ter cochilado... Mas fora tão real e tão... tão... assustador! Definitivamente aquela noite lhe parecia estranha. Queria chegar logo ao seu destino.

Na saída do metrô, suas pernas ainda tremiam. – Porra, era só um garoto! Era só uma merda de pesadelo. Bruxa filha da puta, devia ter quebrado-lhe os dentes. Não! Não! Devia ter-lhe rachado a cabeça.

No bar, enfim sentiu-se em casa, lá havia rostos familiares, por mais que T. fosse reservado, ali se soltava e trocava até algumas palavras com o balconista. Após o cumprimento amigável, foi servido com o velho Black Label de todas as noites, o gole desceu suave, seguido por um demorado trago no cigarro. E na tevê postada em um suporte no canto do bar, os Knicks entravam em quadra. Era um jogo decisivo, poderia levar seu time à tão sonhada decisão se passasse pelo Suns. Ele ficou tão preso ao jogo que pouco reparou (e foi o único no recinto que fizera isso) na loira de quase dois metros que adentrou no bar, trajando um tomara-que-caia preto. Mas essa não tirava os olhos dele, e com um gesto chamou o atendente do bar; este, após atendê-la, voltou ao balcão e sussurrou no ouvido de T:

- Amigo, desculpe atrapalhar, mas creio que seja por um ótimo motivo, aquela loira maravilhosa que está sentada ali no canto, pediu que lhe entregasse este bilhete.

Ele pegou o bilhete, e apenas sorriu discretamente. Tomou o resto do uísque que havia em seu copo, e o abriu. Dessa vez o gole pareceu travar na garganta tamanha a surpresa da mensagem. Em escrita bem consolidada apenas três letras recheavam o pequeno papel: SIM.

T. virou-se para a mulher, e ela retribuiu com um largo sorriso. Intrigado, levantou e foi em sua direção, mas fora atrapalhado por alguns jovens que se amontoavam para ver o jogo. E nesse piscar de olhos a perdeu de vista. Olhou apressadamente por toda a parte, e mesmo os olhos treinados de um assassino frio e cruel não puderam localizá-la. Ela havia partido, e agora ele não estava delirando, se é que em algum momento estivera. O pequeno bilhete ainda estava em sua mão.

Sentiu-se parte de uma brincadeira piegas, ou será... Será que alguém notou o seu pequeno serviço noturno? Estava confuso. E aquela situação atiçou seu nervosismo de tal modo, que fora meio que “sem prestar atenção em nada” para o banheiro. (Mantenha o controle. Mantenha o controle. Ninguém pode detê-lo. Você é o melhor no que faz. O melhor!)

O pequeno banheiro do Massive’s Night, não era diferente dos banheiros de bares de qualquer subúrbio. A luz fosca amarelada dava um ar ainda mais sujo ao lugar, o cheiro de urina velha, misturada com um desinfetante barato qualquer, ardia nas narinas de qualquer um que ali adentrasse.

Abriu sua calça e aliviou-se naquele mictório mal-cheiroso. Antes de lavar as mãos, retirou algumas folhas de papel toalha para cobrir sua mão. Não queria se contaminar com bactérias vindas de “paus sebosos”. Abriu a torneira e encheu as mãos, lavando em seguida o rosto, repetiu isso por duas vezes, e com os olhos fechados tateou o porta-toalhas. Enxugou o rosto com o papel, e quando abriu os olhos não viu apenas sua imagem. Além do seu reflexo, havia no espelho, escrito a dedo no vidro pouco embaçado, a palavra SIM. Passou as mãos sob a cabeça raspada, para enxugar as pequenas gotas repousadas, meteu a trava na porta e sacou sua pistola, antes de conferir se havia mais alguém ali.

(Vocês não vão me pegar! Não vão! Estouro seus miolos antes que respirem, antes mesmo que possam piscar)

Guardou sua arma novamente e saiu do banheiro. Desconfiando de todos que ali estavam, pagou sua conta, deu uma pequena conferida no jogo e saiu apressadamente. Sua cabeça estava a mil com tudo aquilo, e ele só queria ir para casa.

Em sua mente uma voz estranha começou a sussurrar:

SIM! SIM! SIM! SIM!

Ele, no desespero, começou a andar mais e mais rápido, e aquela voz martelava em sua mente, em um ritmo cada vez maior. Ao passar em frente a uma loja de eletrônicos, teve a impressão de ver em todas as telas a mesma mensagem.

Com o susto atravessou a avenida, e distraído não percebeu o Maverick azul que dobrara a esquina em alta velocidade, seu corpo fora atirado com brutalidade e seu sangue coloria de vermelho a calçada cinzenta.

Estava consciente e sentia que não ia escapar com vida dali, pensou na ironia do destino, morrer de uma forma tão banal, pois, para um matador de aluguel como ele, morrer assim era quase uma humilhação.

Quem o atropelou nem sequer parou para prestar socorro, e ele ficou ali, estirado por um longo tempo, sentindo a morte chegar lentamente.

Tempo suficiente para ver sua vida passar como um filme, desde a infância até aquela noite, quando após subornar o zelador do hotel, entrou no quarto 105, e encontrou seu alvo completamente distraído na banheira, ele aguardava sua acompanhante. Mas mal sabia que essa, além de não aparecer havia lhe entregado para seu executor.

- Serviço de quarto... – disse T. apontando a arma para Baley

- Q-Quem é você?

- Você deixou alguém muito, mas muito aborrecido garoto.

- Mas..

- CALE A BOCA! CALE A MALDITA A BOCA, OK?

(silêncio)

- Isso, assim está bem melhor rapaz. Agora onde eu estava? Ah sim! Você deixou alguém muito aborrecido, e essa pessoa me pediu que viesse dizer isso a você. Mas, sabe como é, não sou muito bom com as palavras.

- Na-Não pelo amor de d...

- CALE-SE! – enfiando a arma na boca do rapaz – Não sou bom com as palavras, e vou resolver do meu jeito. Vou mandar você para o inferno. Quando chegar lá, pergunte ao diabo se tem um lugar para mim...

Nas ruas, as pessoas começavam a chegar aos montes, gritando, se abraçando. Os fogos coloriam o céu. O Knicks havia vencido. Mas para T. isso não faria diferença... Era o fim da linha para ele. E a mensagem tão repetida naquela noite agora fazia sentido.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Happy boo for you



Está chegando a data mais farofada do nosso calendário. O halloween, uma data que definitivamente perdeu o sentido a muito tempo, mas que nossa cultura misturada, ou o simples desejo de mais uma festa anual nos leva a comemorar, não vou contar historia de como surgiu a festa, (se alguem se interessar http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_das_bruxas).
resolvi fazer um combo de historinhas de terror pra comemorar ^ ^.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Barroco


Pareces um anjo barroco
com os cabelos em cacho
e largo sorriso no rosto

e em um dia sem grandes desejos
colidio com sua virtual existencia
e ela afetou a minha existencia real

Hoje o peito me aperta
e ansia do não sufoca me o peito
e resisto com dor e meio sem jeito

de tombar eu não ei
aqui não há tempo para cair
é preciso estar de pé
para nao afundar

para nao chafurdar

domingo, 26 de setembro de 2010

Folga Disciplinar

Estou de folga
Fiquei pensando feliz
Folga disciplinar ^ ^

Nessa minha felicidade
indaguei se alguém
consegue se sentir punido
com um dia de descanço?

Acho que essa é a medida mais furada
que qualquer organização pode adotar
se seu funcionário não vai ao trabalho
quer dizer que ele tem um motivo maior
ou mais interessante que o trabalho
e provavelmente este motivo não é dinheiro

agora pensemos o que faria alguém nao ir ao serviço
Um final de semana com a familia?
com amigos?
um problema de saúde (daqueles que pode se resolver em casa como febre por exmplo)?
O cansaço?
Ou talvés até mesmo dinheiro, por que não fazer um biquinho que valha uns tres dias de serviço?

e acredite em qualquer uma dessas situações mais um dia de descanso seria um favor.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Só para não disperdiçar


Traição a que?
Aquilo que não tem nome?
Não sinto me nem por um unico minuto arrependida
Quem dera ter seguraça, e largaria tudo
Não arrebatada por paixões,
mas pela mera possibilidade de ser feliz
de me sentir bem mesmo nao tendo um Fan fun...

sábado, 11 de setembro de 2010

Top 10


Frases que escrevi quando era menina, que por algum motivo ainda acho que valham a pena:

1_ Amo tudo o que escrevo,leio e sinto e odeio ver as coisas que amo serem tratadas com futilidade por seres menores.

2_ O que dizer quando as palavras lhe faltam? como enaltecer alguem até a divindade?
Eu enalteceria a quem amo .
Como quebrar o orgulho e aceitar a servidão?
Eu serviria a quem amo, até mesmo com minha vida.

3_ Os risos obscurecem a dor.

4_ Real é apenas uma coisa na qual nos ensinaram a acreditar.

5_Na ist das so? (então é assim?)

6_Historias de RPG, se parecem incrivelmente com o principio do conto das mil e uma noites, ou ao fantasma do pai de Hamlet, pois tudo se interrompe com o cantar do galo.
(Roling play games referencia ao jogo vampiros a mascara)

7_ Os dias nublados e as noites chuvosas, você costumava estar comigo em dias assim.

8_ Suas verdades me ferem, mas não pare de dize las.

9_ Eu não sei o que as pessoas desejam ouvir quando fazem aquela pergunta basica : como vai você? (mas tenho certeza não é a verdade o que querem.)

10_ Funciona assim. eu vou dormir por algum tempo, quando eu acordar será diferente.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Loucussão

Momento feliz
efêmero e rapido
disse: _ oi e foi se embora.



Nuvens carregadas e clarões azuis
O céu parece querer desabar sobre nossas cabeças.



E na curva do caminho ela ...
Morbida alegria. ( By coisas da eve)



Enxerga Deus em todas as coisas, por que é tanto no verde das árvores quanto na fumaça das chaminés onde ele está.



Voce pode nao ser o sal da terra, mas põe tempero onde falta sal e acende lanterna onde falta à luz.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Darkness... Darkness...



A imagem é cinza
Grandioso
Vazio e desolado

O ar em movimento passa sempre
para o mesmo lado

A imagem é cinza
delicada
solitaria e "grandilosa"

Da vida que nao vive

domingo, 29 de agosto de 2010

Da Quela que sobe

Existe enchente?
Existe...

Existe por que o lixo se acumula,
no esgoto, no rio, na praça, na mente...

Existe por que o descaso se acumula,
no governo, nas pessoas, na sociedade, na mídia.
(ps: Por que enchente só da ibope no natal)

Existe por que o fulaninho (por assim dizer), que sofre com a enchente,
no dia seguinte "ajunta" suas sacolinhas plásticas e garrafas PET, e as arremessa sabe Deus em que córrego. Provavelmente algum bem longe de casa; com a cabeça bem longe de ontem. Ignorando convenientemente que esse longe de casa, se conecta com muitos outros e provavelmente com aquele...
Lembra?
Aquele perto de casa.

Mas a culpa não é só do "fulaninho" da garrafa PET, é minha, sua, do governo,de todos, os que sabem, qual o lugar da tal garrafinha do mal, e não avisam ,não explicam, não comunicam e compartilham com o "fulaninho" esse segredo.

Acima de tudo a culpa é DELA!
Sim dela.
Da natureza, aquela coitada que não teve a audácia de se programar, para os tempos futuros.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Prestando atenção em cores que eu nao sei o nome.

A falta dos sonhos
O vazio que gera a falta de você
Não é o tudo da vida

A beleza que sinto
O licor que eu bebo
Não é o medo de existir

Os dias passam meio cinzas
e sim eu penso
é inverno

Mesmo assim vejo
Uma beleza nostalgica
Distante
Quase saudosista
Dos dias passados

De quando se podia dizer a verdade
Sentir de verdade
Quando não era necessário
Se travesti de feliz
De sensato
De necessidades

sábado, 31 de julho de 2010

O tempo de Deus

Este povo de cidade, quando interior a drentro se mete

Experimenta o incrivel tormento do nada a fazer.

Onde os carros não passam

O tempo não passa

Mal passam pessoas



As manhãs são eternas e as tardes

Haa! Aquelas tardes que não tardam em se estender.

E quando veio a noite de frio, e novamente nada a fazer

Lembrei da fala umilde de minha mae:

_ O tempo da gente não é o tempo de Deus.

Foi quando entendi o que acontece quando estou aqui.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Miocardio


Então o ultimo dia

Esperado, afastado
Amado, ameaçado

A caneta no papel
sim. Não! Gosto de fel...
Os pessimistas não infartam .

Ha.. quem me dera !
Saber infartar.

domingo, 27 de junho de 2010

Martirio


Não sei o que acomete
Não sei por quê incomoda?
alguma coisa que não disse!
Mesmo tendo dito os desaforos todos

E precisando acalmar tempestades
ergui o cajado e afrontei o mar

A dor que soa como afago
É essa dor que escondo no passado
e que volta e meia
Sorri me de lado como para dizer me:
Daqui eu não saio.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A Falta

Não é a falta de vontade
Ou o não saber o que dizer
as cenas que ocultamos
o que nao queremos ver

É a falta de coragem
é o dominio do ceder
as coisas que ignoramos
o que optamos por ser

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Da vida virtual

Part 1

Não sei se mais alguém atinge esse ponto
Quando eu olho pra eles agora
São só um monte de nomes em uma janela
Me sinto completamente louca para falar
Mas para falar com quem?

Com os que vejo e não reconheço?
Com o conformismo que assegura
Ser melhor o virtual que o real?

Com o que eu quero falar?
será que é comigo
Do outro lado da maquina
Sabendo tudo o que eu sinto
E dizendo que estou certa?

Não entendo
Não entendo
E nunca soube realmente de alguma coisa.

Por fim um daqueles antigos
E a pergunta mais ordinária do mundo:
Ainda sabe quem sou eu?

Part 2

Da pergunta ordinária
Surgiu a resposta impressionante:

um mês, um ano uma decada,
mas,nunca esquecemos os amigos
como eu posso esquerce de vc?
agente conversava tanto sobre tantas coisas
sua amizade pra mim eh muito importante
(resposta por John' Nias )

quebrou meu ceticismo virtual
e desfez minha desilusão momentanea.
nem sempre superficial entao!

É isso: Nem sempre superficial.
A diferença sutil pros amigos de antes
e os contatos de agora.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Devaneios do Calor I





Queima, arde e nao cessa
37,5 _ 38 _ 38,5 _ 39...
e sobe...

olhos lacrimejantes
pernas que nao sabem onde vão,
se levantam entram em um comodo curto
recosta na parede, desejam chorar
o telefone toca e o desejo é de joga lo porta a fora

não posso.
sou rude rispida e desligo
e ligo, tento fugir, mas nao posso
entao fico desejando ir
por seis longas horas

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Métrica Estética

Nao gosto de metrica
Que haveria eu que metrificar voce?
Eu gosto é das rimas pobres
Das rimas que dizem feiamente
E que expressam algum saber

Tem best seller que escreve mal
E vende horrores
Escreverei bem
EU ? Que nao quero vender?

Não gosto de parnasianos
Não gosto de gente que os lê
Gosto dos verbos soltos
Que rimam sem saber por que.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Only

Ela se escolheu
Ninguém há de concordar
Mas vai parar de gritar

E se nao for por si
Quem o será ?
Ele está ocupado
Existem coisas maiores
Pelas quais zelar

O peito arfando no ultimo suspiro
As dores do Parto
O choro do primeiro respiro
É isso que importa.

domingo, 4 de abril de 2010

Toc Toc


Isso que bate..
Bate tão forte que irá arrebentar
As cordas que seguram a porta

A madeira nas maos
Abre feridas
Ela tenta segurar bem forte

E o sangue escorre
Timido para fora dos vasos

sexta-feira, 26 de março de 2010

Rocha

As vezes somos duros nao porque queremos,
mas por que é impossivel sobreviver a tudo em silencio.

sábado, 20 de março de 2010

As arvores


Se as arvores da praça falassem
contariam uma ardente história
de paixão, sem conto de fadas
de gente de verdade, decidindo lutar
começar, recomeçar...

Se as arvores da praça falassem
contariam uma picante historia
de desejos, calafrios que sobem a espinha
de loucuras, e gemidos abafados

se as arvores desta praça falassem
contariam uma historia de dor
de crescimento, de reconhecimento
de força e decisões que se superam

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sexta Feira do Hell


Cansada demais
Para falar e demostrar interesse

O interesse cansado demais
Para ser o objeto de curiosidade e
deleite

Os dias as horas
o tiquetaquear do relogio
marca o compasso do meu descaso

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Otanjoubi


O céu estava azul quando eu acordei
como será que vou me sentir mais velha?
Eu nao senti nada, não mudei
Trabalhei como trabalho todos os dias, e já estava voltando para a casa, quando o celular tocou era minha amiga, perguntando o que eu faria hoje e se espantando com as palavras sem emoção: _ficar em casa com o computador.

Estava sozinha quando cheguei eu e a maquina de lavar, fazendo seu barulho na area de serviços, pensei terei um dia tranquilo, logo ouvi barulho na porta e minha mae chegou atras de mim, com minha prima, e pouco tempo meus amigos também, minha tranquilidade tinha ido passear.

Percebi a agitação mas continuei comos afazeres normais, cedendo atenção a todos é claro.
Mas logo tinhamos bolo e cachorro quente! ^^ (Eu adoro estas coisas tanto quanto as crianças.)
Ganhei chocolates de presente, ouvi musicas, vi filmes.
E entendi uma coisa que a muito tempo não entendia, aniversários são importantes por que estão felizes com minha existência, e eu também me senti feliz de te los por perto.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Vale mais que 100 reais



Deitados nús como estávamos, de nada precisávamos,
se não apenas apreciar a beleza das coisas simples.
Não precisava incremento a mera imagem no espelho podia ser chamada poesia.
Não havia dor tampouco medo,

era amor,calor, ardor, afeto e assuntos do dia a dia...
que faziam divertir.
Poeta? Não;
não precisa métrica pra ser poeta.

Há poesia dos beijos
dos desejos
dos abraços
dos amaços
das mãos em meus seios,
do morder,te lamber
e tudo eram delicias...

mas não uma delicia qualquer uma coisa boa esperada,
sem desespero sem ser esfogueada.

Um sorria com o prazer do outro,
o outro sorria com o prazer do um.

Liberdade “nua”! Que coisa?!
Melhor que sexo; Maior que os sexos.
Era o prazer dos amantes.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnival


O Carnaval é uma coisa triste
Vejo lágrimas nos olhos do pierrot
E as pessoas cantando cantigas alegres
Não são felizes estão euforicos

Cada um destes rostos alegres
Esconde uma dor e um descontentamento
Ninguém precisa parar a vida por três dias
Espalhar sorrisos a desconhecidos
Se perder nos braços nos abraços
Na afeição gratuita

O carnaval é uma coisa triste
E uma fuga 
O rei momo um abobalhado
Que disfarça complexos sendo dito rei

As mascaras escondem repressão
E o desejo de acordar amanha como outra pessoa
É quando se assume o socialmente ruim
Enquanto diversão é quando se é o que é
Fingindo brincar de ser

O carnaval é uma coisa triste
A colombina ... A concumbina
Que não se assume
Que deixa para divertir

O Carnaval...
O carnival...
A coisa triste
A coisa banal

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Dialogo imaginário

Alguem diz: _ quero ter filhos! deve ser bom sentir uma coisa crescendo dentro de voce.
Alguem pensa: _ Vermes... Eles também crescem dentro de voce.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

De braços e abraços com o bem


O diabo e Deus , sentados num bar são grandes amigos; por vezes o diabo ri e diz: _esse é o cara!


E Deus em um tom zombeteiro, disfarçado retribui com um brinde a si . a altas horas da noite estão os dois abraçados Deus com as bochechas rosadas e o diabo rindo um riso bobo sem deboche espiam juntos cá em baixo debruçados sobre um beiral de nuvens e então Deus aponta um mortal e o chama de servo devotado; o diabo sem perder tempo aponta a um ladino e diz não menos devotado qeu este!

Estabelece se então o desacerto, e o diabo arteiro logo se oferece para uma disputa ferrenha quer mostrar que o tal fulano uma vez que é humano a graça do “Cara” não merece. Deus cheio de vaidade certo que ganha a bagatela o pobre humano a mercê do diabo entrega ; com um sorriso largo nos lábios o diabo empenhado em sua mais nova tarefa garante ao amigo que mais tarde quando se vir moribundo o humano maldizer- lo a.


Deus como o que tudo sabe e tudo vê, deveria permanecer tranqüilo, mas bem la no fundo sente se inquieto, o coração humano é sempre um mar agitado e ele como criador bem sabe que os ventos podem mudar, mas convicto com a confiança que se espera de um Deus exclama com um ar de enfado: _ Por amor de mim pobre diabo, este meu servo é devotado!


Depois da bebedeira desta tarde farreira Deus volta ao paraíso e retirando do mortal suas bênçãos as guarda em um palanquim dourado.


O diabo no seu mar de fogo faz festa e ordena aos chefes das caldeiras que ponham lenha para arder pois logo terão nova visita. Durante os dias que seguem na terra as provações do individuo aumentam das formas mais diversas; e o diabo sempre a espreita aguardo o mais brando vacilo uma palavrinha que seja contra aquele seu INIAMIGO. Segue assim por dias o diabo começa a ceder ao desanimo, e eis que de repente o misero homem principia a chorar desorientado, o diabo se levanta esboçando um riso triunfante, quando o pobre moribundo exclama: "Sou eu porventura o mar, ou o leviatã, para que me ponhas uma guarda?"


O anjo do senhor ao ouvir estas palavras passa pelo diabo passa ventando, com o palanquim dourado e restitui as bênçãos ao homem.


Anjo e diabo saem de braços dados em uma cantiga alegre e frenética.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Forja


Formar pessoas é como forjar armas medievais.
é preciso aço, fogo, e a força do ferreiro.
E não há melhor ferreiro que a vida!

Preciso tentar viver
por mim mesma!
Ser a coisa mais importante pra mim
antes de fazer que outro o seja!

Vai queimar, arder e pesar.
e não há maior peso que a dor
nos olhos dos que amamos

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Assombro


Estou me sentido mal, embora tenha mentido no telefone dizendo estar bem, minha cabeça dói, meu cérebro parece querer saltar pelos olhos. O simples ato de pensar me causa dor física e emocional; ainda estou pensando naquela outra que não conheço e cultivando litros de rancor e desprezo por ela e por mim ao mesmo tempo, pensando no quanto eu sou incompetente, de como ter um relacionamento onde esta outra divida meus vínculos sociais me faria desejar afastar-me deles.

Mesmo estes meros pensamentos me magoam, ferem e fazem-me infeliz, minha cabeça gira com tudo isso entrei no ônibus abri tantas janelas quantas pude, o vento parecia aliviar a dor de cabeça enquanto a vontade de chorar crescia, chegou em meu ponto, levantei a dor voltou, mas vi que uma criança sorria pra mim tentei sorrir de volta, desci do ônibus e minha cabeça girou pensei que fosse cair, eu já estava quase em casa apenas há alguns metros da minha cama onde eu poderia ficar por quanto tempo fosse, pus um pouco de empenho confortada pela idéia de poder morrer em paz.

E felizmente consegui chegar!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Incrivelmente rosa


O aglomerado de lojas populares, é a melhor coisa do mundo!

É onde me reconheço como pobre que sou... Mas não somente pobre, pobre e capitalista, é inegável que ver tanta coisa passível de aquisição me arranca o mais sincero sorriso. E foi lá no meio daquela confusão de braços, corpos, vozes dizendo coisas incompreensíveis e um calor surreal; que a vi rosa.

O rosa mais brilhante, coreano e irresistível tinha que ser minha. Observei e vi que nenhuma de suas irmãs era menos bonita , nem tão rósea, olhei a com afeto, peguei e senti sua maciez e finalmente disse: _ Eu a quero!


O capital trocou de mão e eu estava magicamente feliz; com a agora minha INCRIVELMENTE ROSA BOLSINHA COREANA.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Devaneio




A floresta era distante
mas eu sentia uma tranqüilidade tão cálida
eles tocavam numa clareira
a noite, e elas dançavam alegres
as chamas ardiam no centro daquela festa
o som da flauta era alegre
e os vestidos balançavam com os passos da dança
os rapazes tocavam animados
o vi ao longe
e meu olhos não se desgrudavam dele
eu dançava para aquele cavalheiro misterioso que olhava das sombras
um rodopio e não estava mais ali
os carros passam na rua.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Catedral


A catedral apinhada de gente
A estatua de ebano junto a porta
Passavam como vultos
Barulhentos vultos inquietos
das tardes de domingo

O momento desejado nao aconteceu
Embora fosse uma catedral
Não o senti ali
Eram mudas as reliquias,
Reliquias...

Minha capela nunca as teve

Entrei me ajoelhei e perguntei
Por que sua presença nao está aqui?
Eles estão reunidos em seu nome.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Amoriscar


Quero dizer o quanto o adoro
Quero mostrar lhe o meu carinho
Quero que um dia todos saibam
Que meu senhor é meu amorzinho


Quero ficar encolhidinha
Sentir seu ardor no meu corpinho
Senhor por favor me tome todinha
Que minha dor seja seu ninho

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Os Passaros


Experimente
Abra a gaiola ...
os passaros não querem voar.


Solte os
e não retornarão mais
para a gaiola.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Agonia!

Não quero nada!!
Não quero!
A Manhã se foi
e eu pensando em perdão.

Meu Deus
Por que me deixa só.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Mirror Mirror


Existem duas de mim
posso ve las nas águas
aquilo que sempre fui
e o que nunca quis ser

Nos tocamos na tarde nublada
A dama da luz
A dama das trevas
se vendo, se admirando

você que conhece todas as coisas
você que guarda alguma inocencia

ela sorri violenta
vestida de batalha

a outra sorriu com sofreguidão
delicada como uma flor

e o sangue manchou
o branco das flores