domingo, 21 de fevereiro de 2010

Otanjoubi


O céu estava azul quando eu acordei
como será que vou me sentir mais velha?
Eu nao senti nada, não mudei
Trabalhei como trabalho todos os dias, e já estava voltando para a casa, quando o celular tocou era minha amiga, perguntando o que eu faria hoje e se espantando com as palavras sem emoção: _ficar em casa com o computador.

Estava sozinha quando cheguei eu e a maquina de lavar, fazendo seu barulho na area de serviços, pensei terei um dia tranquilo, logo ouvi barulho na porta e minha mae chegou atras de mim, com minha prima, e pouco tempo meus amigos também, minha tranquilidade tinha ido passear.

Percebi a agitação mas continuei comos afazeres normais, cedendo atenção a todos é claro.
Mas logo tinhamos bolo e cachorro quente! ^^ (Eu adoro estas coisas tanto quanto as crianças.)
Ganhei chocolates de presente, ouvi musicas, vi filmes.
E entendi uma coisa que a muito tempo não entendia, aniversários são importantes por que estão felizes com minha existência, e eu também me senti feliz de te los por perto.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Vale mais que 100 reais



Deitados nús como estávamos, de nada precisávamos,
se não apenas apreciar a beleza das coisas simples.
Não precisava incremento a mera imagem no espelho podia ser chamada poesia.
Não havia dor tampouco medo,

era amor,calor, ardor, afeto e assuntos do dia a dia...
que faziam divertir.
Poeta? Não;
não precisa métrica pra ser poeta.

Há poesia dos beijos
dos desejos
dos abraços
dos amaços
das mãos em meus seios,
do morder,te lamber
e tudo eram delicias...

mas não uma delicia qualquer uma coisa boa esperada,
sem desespero sem ser esfogueada.

Um sorria com o prazer do outro,
o outro sorria com o prazer do um.

Liberdade “nua”! Que coisa?!
Melhor que sexo; Maior que os sexos.
Era o prazer dos amantes.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnival


O Carnaval é uma coisa triste
Vejo lágrimas nos olhos do pierrot
E as pessoas cantando cantigas alegres
Não são felizes estão euforicos

Cada um destes rostos alegres
Esconde uma dor e um descontentamento
Ninguém precisa parar a vida por três dias
Espalhar sorrisos a desconhecidos
Se perder nos braços nos abraços
Na afeição gratuita

O carnaval é uma coisa triste
E uma fuga 
O rei momo um abobalhado
Que disfarça complexos sendo dito rei

As mascaras escondem repressão
E o desejo de acordar amanha como outra pessoa
É quando se assume o socialmente ruim
Enquanto diversão é quando se é o que é
Fingindo brincar de ser

O carnaval é uma coisa triste
A colombina ... A concumbina
Que não se assume
Que deixa para divertir

O Carnaval...
O carnival...
A coisa triste
A coisa banal

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Dialogo imaginário

Alguem diz: _ quero ter filhos! deve ser bom sentir uma coisa crescendo dentro de voce.
Alguem pensa: _ Vermes... Eles também crescem dentro de voce.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

De braços e abraços com o bem


O diabo e Deus , sentados num bar são grandes amigos; por vezes o diabo ri e diz: _esse é o cara!


E Deus em um tom zombeteiro, disfarçado retribui com um brinde a si . a altas horas da noite estão os dois abraçados Deus com as bochechas rosadas e o diabo rindo um riso bobo sem deboche espiam juntos cá em baixo debruçados sobre um beiral de nuvens e então Deus aponta um mortal e o chama de servo devotado; o diabo sem perder tempo aponta a um ladino e diz não menos devotado qeu este!

Estabelece se então o desacerto, e o diabo arteiro logo se oferece para uma disputa ferrenha quer mostrar que o tal fulano uma vez que é humano a graça do “Cara” não merece. Deus cheio de vaidade certo que ganha a bagatela o pobre humano a mercê do diabo entrega ; com um sorriso largo nos lábios o diabo empenhado em sua mais nova tarefa garante ao amigo que mais tarde quando se vir moribundo o humano maldizer- lo a.


Deus como o que tudo sabe e tudo vê, deveria permanecer tranqüilo, mas bem la no fundo sente se inquieto, o coração humano é sempre um mar agitado e ele como criador bem sabe que os ventos podem mudar, mas convicto com a confiança que se espera de um Deus exclama com um ar de enfado: _ Por amor de mim pobre diabo, este meu servo é devotado!


Depois da bebedeira desta tarde farreira Deus volta ao paraíso e retirando do mortal suas bênçãos as guarda em um palanquim dourado.


O diabo no seu mar de fogo faz festa e ordena aos chefes das caldeiras que ponham lenha para arder pois logo terão nova visita. Durante os dias que seguem na terra as provações do individuo aumentam das formas mais diversas; e o diabo sempre a espreita aguardo o mais brando vacilo uma palavrinha que seja contra aquele seu INIAMIGO. Segue assim por dias o diabo começa a ceder ao desanimo, e eis que de repente o misero homem principia a chorar desorientado, o diabo se levanta esboçando um riso triunfante, quando o pobre moribundo exclama: "Sou eu porventura o mar, ou o leviatã, para que me ponhas uma guarda?"


O anjo do senhor ao ouvir estas palavras passa pelo diabo passa ventando, com o palanquim dourado e restitui as bênçãos ao homem.


Anjo e diabo saem de braços dados em uma cantiga alegre e frenética.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Forja


Formar pessoas é como forjar armas medievais.
é preciso aço, fogo, e a força do ferreiro.
E não há melhor ferreiro que a vida!

Preciso tentar viver
por mim mesma!
Ser a coisa mais importante pra mim
antes de fazer que outro o seja!

Vai queimar, arder e pesar.
e não há maior peso que a dor
nos olhos dos que amamos