domingo, 7 de fevereiro de 2010

De braços e abraços com o bem


O diabo e Deus , sentados num bar são grandes amigos; por vezes o diabo ri e diz: _esse é o cara!


E Deus em um tom zombeteiro, disfarçado retribui com um brinde a si . a altas horas da noite estão os dois abraçados Deus com as bochechas rosadas e o diabo rindo um riso bobo sem deboche espiam juntos cá em baixo debruçados sobre um beiral de nuvens e então Deus aponta um mortal e o chama de servo devotado; o diabo sem perder tempo aponta a um ladino e diz não menos devotado qeu este!

Estabelece se então o desacerto, e o diabo arteiro logo se oferece para uma disputa ferrenha quer mostrar que o tal fulano uma vez que é humano a graça do “Cara” não merece. Deus cheio de vaidade certo que ganha a bagatela o pobre humano a mercê do diabo entrega ; com um sorriso largo nos lábios o diabo empenhado em sua mais nova tarefa garante ao amigo que mais tarde quando se vir moribundo o humano maldizer- lo a.


Deus como o que tudo sabe e tudo vê, deveria permanecer tranqüilo, mas bem la no fundo sente se inquieto, o coração humano é sempre um mar agitado e ele como criador bem sabe que os ventos podem mudar, mas convicto com a confiança que se espera de um Deus exclama com um ar de enfado: _ Por amor de mim pobre diabo, este meu servo é devotado!


Depois da bebedeira desta tarde farreira Deus volta ao paraíso e retirando do mortal suas bênçãos as guarda em um palanquim dourado.


O diabo no seu mar de fogo faz festa e ordena aos chefes das caldeiras que ponham lenha para arder pois logo terão nova visita. Durante os dias que seguem na terra as provações do individuo aumentam das formas mais diversas; e o diabo sempre a espreita aguardo o mais brando vacilo uma palavrinha que seja contra aquele seu INIAMIGO. Segue assim por dias o diabo começa a ceder ao desanimo, e eis que de repente o misero homem principia a chorar desorientado, o diabo se levanta esboçando um riso triunfante, quando o pobre moribundo exclama: "Sou eu porventura o mar, ou o leviatã, para que me ponhas uma guarda?"


O anjo do senhor ao ouvir estas palavras passa pelo diabo passa ventando, com o palanquim dourado e restitui as bênçãos ao homem.


Anjo e diabo saem de braços dados em uma cantiga alegre e frenética.

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