sábado, 23 de outubro de 2010

For Halloween 2


O Holandês Voador

Fokke o capitão, que comandava o navio, sempre fora um homem rude e perverso.Que castigava impiedosamente seus marinheiros.

Em uma de suas viagens, ao dobrar o Cabo Horn , uma tempestade o impedia de prosseguir, muitos o advertiram e tentaram impedir de prosseguir viajem.
Muitos foram os argumentos mas o capitão afirmava que prosseguiria a todo custo.
A ordem de navegar foi dada com firmeza e os marinheiros, retornaram ao trabalho.

O capitão de um dos navios vizinhos, perguntou espantado:
_ Vais partir?
_ Estou partindo! Vociferou o capitão a todo pulmão.
_ Não ouves os sinos?
_ Estou Partindo!
_ E não ouve o furacão?!
_ Estou partindo, vociferou novamente.

O outro capitão então disse com um certo pesar :
_ Lamentarás por isso homem e não verás nenhum porto.

_ não verei mais nenhum porto! Fokke gargalhou com a arrogancia estampada em si.
Não tente me intimidar, ainda que tivesse que velejar para sempre. Estou partindo!

Havia um silencio mortal no convés, os marinheiros nao cantavam nem murmuravam coisa alguma,estavam todos ajoelhados no convés so se ouvia o sibilar da tempestade no cordame, o trepidar das velas e os sinos da igreja, na proa do navio havia um anjo, o Capitão vociferou desta vez contra os céus e ordenou que o anjo deixasse o navio, não sendo obecido, disparou sua pistola contra o anjo, a bala ricocheteou e atingiu o braço do capitão, quando o anjo em fim desapareceu.
Silenciosamente eles recolheram a âncora, e esperaram pela voz de comando do capitão. Porém, não veio nenhum comando. O capitão estava de pé na ponte e não se movia mais. Ele olhou para o propio reflexo nas aguas. Os marinheiros também não se moveram.
A tempestade assobiou pelo cordame, os sinos tocaram... e as velas ondularam... contra o vento! As pessoas que estavam no cais ficaram inquietas. Algo que ninguém podia compreender havia aconteacido. As velas do navio se inflaram, e o navio atirou-se contra o vento do porto. O capitão não se moveu. Nem os marinheiros. Mas, como aquilo era possível? Era um milagre? Os sinos repicavam. E, não obstante, o navio arrancava?
Aquela só podia ser a viagem dos mortos. Era um sacrilégio!
Fez-se silêncio no cais. Os sinos tocaram, a tempestade gritou. O navio atirou-se contra o mar. Um grande pássaro preto voou em torno do mastro.
Mas o que estava acontecendo? Era como se as velas ardessem ao sol.
E não havia nenhum sol! Teria o navio pegado fogo? Mas, não havia nenhuma chama e nenhuma fumaça! Entretanto, as velas cintilavam sangue-vermelho, enquanto a carcaça do navio se enegrecia.
Parecia um navio fantasma. Deus o havia condenado. Então, o povo tremeu e todos correram em direção à igreja para rezar. O navio não foi visto mais em nenhum porto. Nem a companhia de navios, nem os familiares dos marinheiros receberam qualquer mensagem, e todos assumiram que o navio havia se partido em dois.

Porém, depois de muitos anos, aconteceu que um navio velejava pacificamente, perto do Cabo , quando, de repente, um outro navio emergiu a sua frente, com suas velas cintilantes de sangue e a carcaça tingida de preto. O velho marinheiro que o viu primeiro ficou arrepiado e gritou ruidosamente ao navio que se dirigia contra o vento. Seu grito de nada valeu! Não havia nenhuma alma viva a bordo. Somente um grande pássaro preto voava ao redor do mastro.
O marinho se dirigiu aos demais tripulantes da embarcação dizendo , ter visto um navio fantasma, mas ninguem o acreditou o comandante apenas ordenou que todos retornassem a seus postos. no dia seguinte, uma tempestade de vento lançou o navio contra as pedras, onde ele se partiu em dois. O marinheiro velho que tinha visto o navio fantasma foi o único que ficou vivo em terra, e foi o primeiro a contar sobre o "holandês voador".

Na noite do dia 11 de julho de 1881, perto da Costa de Melbourne na Austrália, os vigias do castelo de proa do HMS Inconstant anunciaram a aproximação de um barco a bombordo. Todos os 13 tripulantes, dentre eles os Oficiais foram até às amuradas para ver o recém-chegado. De acordo com os diários de bordo de dois aspirantes reais que estavam a bordo, o príncipe George (depois Rei George V) da Inglaterra e seu irmão, príncipe Albert Victor, emanava do barco uma "estranha luminosidade vermelha como a de um navio fantasma todo iluminado". Seus "mastros, vergas e velas sobressaíam nitidamente". Todavia, instantes depois, "não havia nenhum vestígio de algum barco de verdade".As testemunhas achavam que haviam visto o Holandês Voador, os marinheiros dizem que um encontro com o Holandês Voador é um prenúncio de desastre.
Os diários dos membros da família real registram que mais tarde, naquela mesma manhã, um desventurado vigia caiu da trave do mastro principal e ficou "inteiramente despedaçado". E, ao chegar ao porto de destino, o Almirante do barco foi acometido de uma doença fatal. Mera coincidência ou será a Maldição do Holandês Voador?

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