segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Oi amor como é que você está?


O céu cinza e as nuvens parecendo querer desabar sobre nossas cabeças, quando tive a mais doce reminiscência de passado recente. Naquele mesmo lugar em uma tarde diferente perdida a poucos meses atrás eu dizia com uma certa felicidade:

- Oi amor boa tarde como é que você está?

E do outro lado sempre havia uma voz sonolenta, há muitas milhas de distância que sempre respondia estar dormindo quando devia estudar.

Senti vontade de dizer isso, pouco depois de ser invadida pelo cheiro da água tocando o solo, na saída do corredor escuro com canteiros no centro. Sim! eu trabalho em um prédio ao estilo dos antigos onde cada andar tem seus jardins centrais. Gosto da arquitetura mas nessa em especial não enxergo nenhuma beleza, caminhei em silencio profundo, revendo as conversas da tarde, sentindo uma felicidade nostálgica,

e inegavelmente desejando,

Ouvir aquela voz sonolenta, do meu amor quase platônico quando devia estudar.

domingo, 30 de outubro de 2011

"O país do Futuro"

Então atendendo a um pedido muito interessante estou escrevendo sobre o otimismo brasileiro,foi um pedido que me deixou bem feliz, por que contraria os pessimistas (como eu) que acham que brasileiros somente são otimistas em época de copa.

Sim estamos em época do Pan e não nego é gratificante dizer que nossos atletas tem feito bonito e temos um país que vem abocanhando as moedinhas de ouro dos jogos. A população já começa a sentir aquela euforiazinha de copa do mundo 2014, mas o que realmente é uma satisfação, é poder dizer que ao que tudo indica os pessimistas estão errados.

O que tem acontecido é um otimismo crescente dos brasileiros que na década de noventa foram ditos “saindo do fundo do poço”, enquanto almejavam uma vida melhor e preocupavam se com o desemprego, e em pouco mais de uma década esses mesmos brasileiros se mostraram ousados, e fortes o resultado disso foi pela primeira vez um representante do povo atingindo o cargo político mais importante do país, (que fique claro que não tenho afetos políticos) mas isso sem dúvida significou uma mudança de mentalidade que soou me muito importante aos olhos e ouvidos da população que se sentiu realmente representada, ainda me recordo que nessa época diziam que havia um representante do povo no governo, um governo que teve recordes de aprovação 83% por três semanas consecutivas. Mas então o governo terminou e novamente os Brasileiros e Brasileiras só pra lembrar nos surpreenderam de novo desta vez elegeram uma mulher para governar nosso país que ainda não encerrou, mas já mostra uma aprovação de 51%.

Estamos começando a enxergar o potencial do nosso país, ainda há aqueles desenformados que insistem em dizer:_ “somos pais de terceiro mundo.” Meus caros somos país emergente, há que se observar que nossa mera economia já ultrapassa França, Reino Unido em paridade de poder de compra, e é considerada a 7° maior economia mundial, sim ainda há muito em que melhorar que evoluir, não vamos achar que estamos no topo do Everest, mas isso tem saltado aos olhos de muita gente, e muita gente que é parte desse crescimento e que o sente todos os dias, gente que agora tem carro, tem casa, tem emprego, tem comida.


Seguindo a essas mesmas tendências otimistas eu gostaria de levantar aqui a bandeira do nacionalismo, e do patriotismo fora de copa ^^!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

The Loop



Os sons da rua ecoam em meus ouvidos

é a manhã que nasce outra vez

E sim! Sorrio

Agora os tormentos são diferentes



Quando eu disse depois da tempestade

vá, não se preocupe, e aproveite!

Não imaginei que seria assim



ser simplista as vezes

Não é tao mágico e benéfico assim

se você não sofre antecipadamente

não tenta evitar sofrer



E agora que você foi

não está se preocupando

e tem aproveitado



Bom, agora...

só resta me um problema







A falta que eu estou sentindo de você.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

The end of hope



Estamos chegando ao fim do primeiro ato
ao fim do primeiro esforço
em fim lamento
a falta de obstinação
que em mim percebo

e feito um placebo me escondo em dizer
me esforço
e não consigo
eu não consigo não sei por que

As opções são tantas
ou parecem tantas
que dificilmente
conseguirei me decidir

Pular ou ficar aqui
fingido que posso encarar
que vou sobre-sair

eu não sei
eu não sei

domingo, 8 de maio de 2011

The time

Relendo meus textos antigos
Me auto analisando penso
Sempre que escrevo
Escrevo para alguém

E noto em silencio
Significativa redução dos textos que escrevo
Nasce então minha pessimista perspectiva
Ou a quantidade de alguéns que amo reduziu
Ou as pessoas continuam aqui
E meu amor está mudando de cor

De qualquer forma
Que o tempo se encarregue de pintar
Novas cores em outros lugares

domingo, 3 de abril de 2011

39° andar


Contemplando as arvores de concreto
que brotam na noite da cidade
para o dia das cidades

As frutas entram e saem
das arvores de galhos acesos
e dizemos que é eletricidade

Na cidade de açucar

O carro dos sonhos
é levado pela enchurrada
a água destroi os sonhos doce
as lagrimas dela
inundam até o 30° andar

Ainda bem!
Moro no 39°!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Era para ser um comentário


Isso devia ser o comentário de um poste mas acabou tornando se meu post... LOL

O que eu ia comentar dizia da evasão de animais, mais especificamente pássaros para os grandes centros urbanos, e de como o homem tem sido responsável por tal, devido a grande destruição de habitat e da dominação humana sobre a natureza desde tempos imemoriáveis, haviam alguns comentários no post, alguns elogiando outros o dizendo ingênuo, e eu como não vivo sem uma boa critica escrevi esse post/comentário, que não sei se é um elogio ou uma critica, deixo essa decisão a cabo do autor do texto que me inspirou.

Não penso tratar se de ingenuidade, nem de câncer, mas de falta de bom senso, o dito civilizado é necessário para nós, mas encaramos o dito selvagem como algo feio, que nos leva talvez inconscientemente a buscar sua destruição. Meu caro não achei teu texto absurdo mas também não digno de louvor, são seus sentimentos talvez e merecem credito.

Mas precisamos pensar até que ponto fazemos parte disso? Para que possamos mudar nossas atitudes. Sempre que criticamos algo temos o péssimo ato de nos excluir do todo, e nos fazemos parte da sociedade, consumimos as carnes da pecuária , os vegetais da lavoura entre outros produtos que invadem a natureza, e nos preocupamos em saber se algum deles foi produzido de forma sustentável? Ou ao menos atendendo o mínimo da legislação ambiental? A verdade de muitos é Não, e a minha própria na maioria das vezes é não.

Acho que é uma grande oportunidade para pensar, sempre desacreditamos daquela celebre frase: “ se cada um fizer sua parte”, e me pergunto, lhes pergunto, não somos parte do todo? Então porque desacreditamos de nossa parte? Um pessimismo congênito que atinge todas as partes de nossa população é a experimentação desse século, e tlavéz o câncer que tanto se fala seja nossa descrença.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Yesterday


O alvorecer me foi ansioso como a vespera da batalha
desejava estar contigo, mas disposta a assumir o que nos fosse melhor
desafiei meu impeto na tentativa de descançar
livre da ligeira agonia
desisti

Me ocupei com outras coisas
e despertei de meu torpor induzido
com o toque frenetico do "teatre of tragedy"
era a insegurança que me atingia no peito

Senti me insistente
quase desistente
mas fui

e não poderia ter feito melhor escolha
estive onde devia estar
e mais onde queria, como queria e com quem queria
e eis a mais gratificante de todas as coisas.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Os que vão não precisam mais disso.


"O suicídio faz com que os amigos e familiares se sintam seus assassinos".
(Vicent Van Gogh)

Essa semana correu um evento (se é que se pode chamar assim) que me fez refletir sobre suicídio, e escrever este texto que desde já me parece que será maçante.

A terminologia suicídio foi utilizada pela primeira vez por Desfontaines em 1737, atualmente ligamos a terminologia a mortes trágicas, triste e algumas vezes com uma “cartinha” descrevendo os últimos pensamentos e motivos do acontecido. Bom pensei em escrever isso por causa de “suicídio indireto” se é que isso existe, o não se cuidar o estar doente e esconder, isso também é suicídio, entretanto não recebe a atenção que deveria.

Fiquei pensando também o que leva uma pessoa a tal, já que todos passam por situações em que dizem ter vontade de morrer, mas entre ter vontade e concretizar a façanha há uma distância considerável. Eu pesquisei um pouco e todos os artigos concordam que depressão, alcoolismo entre outras patologias são consideradas fatores de risco.

Não sei aonde quero chegar com este texto só acho que a culpa não é dos que ficaram, e não sei se isso pode ser dito assim já que não há um artigo em psicologia ou psiquiatria que afirme isso, mas penso que todo suicida é essencialmente doente.

Vou para o velório.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

To my old friend



Estou saudosa da época em que você tinha tempo para mim
Agora o tempo passa por nós sem que possamos nos dar conta
E eu realmente sinto saudades
Das tardes em que eu chegava apressada ansiando por falar contigo
Das conversas que venciam a noite

E agora a canção
Este dueto me lembra
Dos nossos assuntos acabados
Da distancia que nasceu
E por um longo... Longo tempo eu não soube mais de ti

Então o reencontro, e eu mal acreditei quando o vi
Nos dois estamos aparentemente iguais
Mas os sentimentos mudaram, foi o que pensei
Não mudaram tanto assim
Não houve reconstrução de laços
Porque eles nunca acabaram

Você continua aqui
E eu...
Continuo aí.