quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Os que vão não precisam mais disso.


"O suicídio faz com que os amigos e familiares se sintam seus assassinos".
(Vicent Van Gogh)

Essa semana correu um evento (se é que se pode chamar assim) que me fez refletir sobre suicídio, e escrever este texto que desde já me parece que será maçante.

A terminologia suicídio foi utilizada pela primeira vez por Desfontaines em 1737, atualmente ligamos a terminologia a mortes trágicas, triste e algumas vezes com uma “cartinha” descrevendo os últimos pensamentos e motivos do acontecido. Bom pensei em escrever isso por causa de “suicídio indireto” se é que isso existe, o não se cuidar o estar doente e esconder, isso também é suicídio, entretanto não recebe a atenção que deveria.

Fiquei pensando também o que leva uma pessoa a tal, já que todos passam por situações em que dizem ter vontade de morrer, mas entre ter vontade e concretizar a façanha há uma distância considerável. Eu pesquisei um pouco e todos os artigos concordam que depressão, alcoolismo entre outras patologias são consideradas fatores de risco.

Não sei aonde quero chegar com este texto só acho que a culpa não é dos que ficaram, e não sei se isso pode ser dito assim já que não há um artigo em psicologia ou psiquiatria que afirme isso, mas penso que todo suicida é essencialmente doente.

Vou para o velório.

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