sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Metrô

O metrô.. de barulho insuportável e pessoas de pé, isso participa dos meus sonhos. Por que?
Os abraços começariam nele, tímidos, inocentes para os olhos alheios até tornarem- se beijos, toque de lábios enquanto os braços se mantêm no abraço e ao chegar na estação, talvez até lá as linguás já teriam entrado neles...
As mãos... as minhas iriam percorrer a delicia do seu corpo e em algum lugar longe dos olhos dos transeuntes ( por que há que haver um lugar assim ) as roupas deixariam de ser uma barreira para o prazer, por que as mãos seriam sorrateiras e entrariam nelas curiosas por saber o que estava escondido e ao encontrar os sentidos transbordariam, o peito arfando a respiração ofegante os gemidos ardentes até não poderem mais ser contidos ( certamente é nessa hora que os deuses invejam os mortais). Depois do êxtase o silêncio, os afagos as mãos se tocam se ajeitam e o caminho para casa é concluído.
Obs: Obra da minha cabeça não aconteceu mas poderia ter acontecido.

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